Um mês de ócio não me resguardou suficientemente de um futebol português que, demasiadas vezes, parece uma pomba zonza após levar uma pedrada na moleirinha. Lá fomos seguindo com piedade o enésimo falhanço da nossa classe média na Liga Conferência, como se fosse aceitável que o Arouca e o Vitória de Guimarães soçobrassem perante noruegueses e eslovenos com apodos que quase nos remetem para a manufactura de eletrodomésticos. E o nosso regresso ao trabalho não tardou a ficar marcado por um situação inaudita, sendo difícil decidir se foi mais escandaloso que o FC Porto não tenha cuidado de garantir energia elétrica na tomada que no Dragão serve o equipamento do VAR (versão que os portistas desmentem) ou que o técnico contratado pelas entidades que regem o futebol português não tenha tido a esperteza de se munir antecipadamente de uma chave busca pólos.