Vítima ou vilão?
Roger Schmidt parece estar no olho do furacão, o que não deixa de ser um pouco bizarro se perscrutarmos um treinador que ainda há poucas luas era glorificado por ter levado o Benfica aos quartos-de-final da Champions, ao almejado título de campeão nacional e, ainda mais recentemente, à conquista da Supertaça. Os adeptos do Benfica que assobiaram o técnico alemão e principalmente aqueles que no sábado lhe mostraram lenços brancos após o empate, na Luz, com o Casa Pia não terão deixado, obviamente, de ponderar as quatro derrotas registadas frente ao Boavista (3-2), RB Salzburgo (0-2), Inter (1-0) e Real Sociedad (0-1), tantas quantas as registadas nos 55 jogos da época passada. Mas a cólera dos adeptos não resulta apenas dos zero golos, zero pontos e zero milhões arrolados até agora na Champions, de onde pode vir a sair com o rótulo de pior equipa na presente edição – importa, no entanto, recordar que, em 2017/18, sob o comando de Rui Vitória, o Benfica terminou a fase de grupos com zero pontos e com um saldo de golos negativo de 1-14, tendo por adversários o Basileia, o CSKA de Moscovo e o M. United. Tanto ou mais do que as derrotas doeu a esses adeptos a sensação de que a sua equipa perdeu praticamente por "falta de comparência" na recepção ao Salzburgo e à Real Sociedad.
