O canto do Morais

Carlos Barbosa da Cruz
Carlos Barbosa da Cruz Advogado

Parcos Barcos

Hernán Barcos foi-se embora e, em boa verdade, não deixa saudades, pelo pouco que mostrou e, consequentemente, pelo pouco que jogou. A admiração aqui, não é o Barcos ter-se ido embora, outrossim é ele ter vindo para o Sporting. Lembre-se que Barcos chegou ao clube, na janela de transferências do inverno do ano passado, encaixado numa operação envolta em polémica, que foi a saída de Montero para o futebol chinês.

Num clube em que se afirma – e bem – que não cabe ao jogador decidir se fica ou se parte, ainda hoje estou para perceber o racional da venda de Montero, numa altura em que ele era uma peça útil na equipa (tinha contribuído decisivamente para a resolução de alguns jogos) e o Sporting estava na luta acesa para vencer o campeonato. Trocar o Montero pelo Barcos, mesmo com dinheiro pelo meio, não trouxe qualquer benefício para o Sporting, antes configurando um autêntico hara-kiri, que o Benfica agradeceu. Quando vi entrar o Barcos – chegado de fresco ao clube – no jogo em Guimarães, nos minutos finais, naturalmente apardalado, sem conhecer os companheiros e as rotinas da equipa, em vez do Montero, que normalmente entrava para resolver, logo percebi que não ia acrescentar coisa nenhuma. Nesse e nos restantes jogos.

Barcos foi a crónica anunciada de uma aposta perdida e, se calhar, o menos culpado em todo este infausto episódio. Tinha de vir alguém para amenizar a venda do Montero, e calhou-nos o Barcos...

Talvez, um dia, a história faça luz sobre as impenetráveis razões desta singular troca, porque até hoje, não foi dada aos sportinguistas, uma explicação, mais do que justificada.
Nestes rescaldos de verão, em que se discute se o Sporting perdeu o campeonato, porque o Bryan Ruiz falhou um golo certo contra o Benfica, ou o Tondela empatou no último minuto em Alvalade, eu junto mais um tema: prescindimos do avioncito no timing errado.

Só espero agora que o Barcos – como o Teo – sejam muito felizes nos clubes que os acolheram e sejam por eles contratados a título definitivo, para evitar que aconteça um efeito boomerang e desembarquem, de regresso, um dia destes, em Lisboa.

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