O canto do Morais

Carlos Barbosa da Cruz
Carlos Barbosa da Cruz Advogado

Vestidos de verde

Julgo que a nossa Seleção jogou ontem, pela primeira vez, vestida de verde, que me lembre. Premonitoriamente jogou muito melhor que vestida de encarnado e obteve uma significativa vitória sobre a primeira classificada do ranking FIFA. Proponho mesmo que se decrete que o verde é a cor talismã para Portugal e se o guarde para as grandes ocasiões.

Estão dissipadas as apreensões que o jogo contra Bulgária legitimamente suscitou? Ganhar terá servido para animar as hostes e levantar o astral, mas não redime, nem tranquiliza completamente. O que o jogo contra a Bélgica demonstrou foi que Portugal é bom a jogar no contra; o que a Bulgária pôs a nu, é que somos vulneráveis e incompletos em ataque continuado, justamente porque não temos referências de área.

Esta equação pode levar a conclusões aparentemente paradoxais, quais sejam a que Portugal terá mais facilidade em jogar contra os adversários ditos fortes, do que contra os, à partida, fracos, que se fecham atrás.

Ora na fase de grupos, Portugal vai encontrar equipas ditas acessíveis, que vão fazer da defesa a sua arma e contra as quais Portugal, obrigatoriamente, deverá superar essas suas limitações. Por outras palavras: antes de nos tocarem os trutas, temos de despachar a arraia miúda do futebol europeu e, como vimos, não está mesmo nada fácil.

Continuo a achar que o Bruno Moreira merecia uma oportunidade, já que as (tímidas) experiências que o selecionador tem feito, em matéria de ponta de lança, não convencem; mas quem manda é quem sabe e confiamos que Fernando Santos saberá encontrar uma fórmula para superar este handicap e muito lusitanamente, fazer das nossas fraquezas, forças.

Uma coisa a experiência da Seleção ensina: Portugal só brilha quando não tem medo. Portanto espero que o destemor se sobreponha a calculismos táticos e futebol de contenção; para quem não saiba, aprenda com os jogos a Seleção sub-21. Aljubarrota e não Quibir.

Finalmente, a Seleção, até terça, tinha dois imprescindíveis: Nani e Ronaldo. Agora, a eles, se deve juntar o João Mário, que já se alcandorou ao nível dos melhores.

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