Daniel Sá
Daniel Sá Diretor Executivo do IPAM

A tecnologia vai redesenhar o desporto nos próximos anos

A adoção de tecnologia na indústria do desporto terá efeitos dentro e fora dos campos de jogo alterando toda a matriz original e modelos de negócios vigentes há várias décadas. Nos últimos anos conseguimos recordar inovações ocorridas dentro dos campos como os écrans gigantes nos estádios, marcadores eletrónicos, publicidade digital em vez de placards, olho de falcão no ténis ou o VAR no futebol que influenciaram e melhoraram significativamente a experiência dos espetadores nos estádios, pistas e pavilhões.

Fora dos campos de jogo somam-se inovações recentes, desde as repetições em câmara lenta, a qualidade das transmissões televisivas, a disponibilização de estatísticas ou todo o conteúdo gerado para as redes sociais que alterou profundamente a experiência dos adeptos que assistem a desporto através das suas televisões ou dos telefones.

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Desde a mudança do século a inovação tecnológica tem aumentando em quantidade, qualidade e velocidade em todos os setores de atividade com dispositivos, gadgets, plataformas, aplicações, software e hardware que têm influenciado o rumo dos negócios e a forma como vivemos as nossas vidas. Para quem espera trabalhar no marketing da indústria do desporto nos próximos anos precisa entender com muita rapidez o verdadeiro tsunami que está para chegar e que vai alterar o consumo de desporto para sempre. Novos equipamentos e tecnologias vão redesenhar a prática de desporto bem como a experiência dos adeptos dentro dos estádios ou, principalmente, fora deles.

Em termos de marketing esta nova realidade trará novas preocupações, mas irá fundamentalmente expandir segmentos, abrir novas linhas de receitas, rever planos estratégicos e operacionais, e mapear de novo toda a jornada de consumo do adepto quer dentro, quer fora dos relvados. Será por isso necessário reforçar equipas, ampliar atividades, criar novas funções e departamentos e reinventar todo o foco de trabalho das últimas décadas.

A tecnologia vai gerar um conjunto de novos superatletas em todas as modalidades que não vão parar de bater recordes e tornar tudo ainda mais interessante. Do Bjon Borg, passando por Rafael Nadal até chegar ao tenista robot. De Carlos Lopes, mítico vencedor da Maratona nos Jogos Olímpicos de Los Angeles que se treinava na berma da segunda circular em Lisboa, até ao vencedor da mesma maratona olímpica em Los Angeles a disputar em 2028, 44 anos depois. Espera-se que em 2028 a maratona seja ganha por um atleta apoiado por toda esta tecnologia e que possa até fazer os 42 quilómetros em pouco mais de 1 hora e 30 minutos.

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A luta pelo tempo, espaço, atenção e dinheiro dos adeptos e patrocinadores tornar-se-á numa batalha impiedosa entre as várias modalidades, procurando cada uma delas reunir os melhores argumentos e fatores de distintividade que lhes permitam obter sucesso e estabilidade financeira.

Por Daniel Sá
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