Daniel Sá

Daniel Sá Diretor Executivo do IPAM

As equipas mais valiosas do Mundo

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O desporto é cada vez mais uma indústria profissional que emprega milhões de pessoas por todo o Mundo e é capaz de gerar receitas astronómicas. Os Estados Unidos e a Europa dominam a totalidade da lista do ano de 2019 dos clubes mais valiosos do Mundo, com clara vantagem para os clubes americanos que há mais tempo aprenderam a gerir o desporto como um negócio rentável.

Quando percorremos a lista dos 50 clubes verificamos uma presença esmagadora de 42 clubes americanos e apenas oito europeus, sendo estes representados por cinco clubes ingleses, dois espanhóis e um alemão. Quando fazemos a análise por competições, observamos o domínio dos clubes de futebol americano da NFL (26), seguidos do basquetebol da NBA (9), baseball da MLB (7), futebol da Premier League (5), La Liga (2) e Bundesliga (1).

A lista é liderada pelos Dallas Cowboys com um valor de 5 biliões de dólares, seguidos pelos New York Yankees (4,6 biliões), Real Madrid (4,2 biliões), Barcelona e New York Knicks (4 biliões).

Estes 50 tubarões lutam pela hegemonia nas competições de clubes a nível global, o que significa captar a atenção dos espectadores e os investimentos dos patrocinadores num Mundo com cada vez menos fronteiras. A NFL já há vários anos realiza alguns jogos da sua competição em Londres, numa tentativa de atrair novos consumidores europeus e o futebol europeu tem tentado, ainda sem grande sucesso, atrair espectadores norte-americanos normalmente através das digressões de pré-temporada.

O crescimento de qualquer um destes clubes nunca pode ficar limitado às suas fronteiras físicas nem aos seus cidadãos. Tal como a Toyota, Apple, Amazon, Zara, Adidas ou Santander, os clubes desportivos devem alavancar as suas marcas para os mercados globais. É esta tendência que vamos continuar a assistir nos próximos anos, razão pela qual acho inevitável a criação de uma liga europeia de futebol fechada aos maiores clubes europeus.

Dificilmente algum clube português terá a dimensão necessária para fazer parte desta elite do futuro, que mais tarde ou mais cedo, transformará a atual Liga dos Campeões. Se por um lado algum clube português conseguir este feito será notável, por outro lado a perda de acesso de um dos três grandes para esta futura liga europeia deixará a Liga portuguesa em sérias dificuldades.

Os próximos anos vão ser intensos para os clubes portugueses. Dentro e fora das quatro linhas.

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