A segurança que Adán dá ao leão
Os clubes portugueses são, por norma, vendedores. O futebol português, tradicionalmente, é uma paragem e não o destino final. No entanto, existem jogadores que encaixam numa lógica diferente: são contratados a pensar quase apenas no retorno desportivo e encaram o nosso país como a derradeira experiência da carreira. Como Antonio Adán. A renovação de contrato até 2024 – terá 37 anos quando o vínculo terminar – é uma medida do Sporting que deve ser elogiada e um prémio para o guarda-redes pela competência e regularidade. Ninguém sabe o que vai acontecer, mas Adán deixou uma ideia na entrevista muito interessante a Record publicada na semana passada: "Retirar-me no Sporting seria muito bom". Adán confirmou ainda a história de que teve tudo certo para assinar pelos leões em 2018 – oferecido por Toñito, ex-Sporting, aos dirigentes da altura. Em 2020, com outras pessoas na estrutura, o espanhol assinou mesmo. Adán não saiu da base de dados do clube e ainda bem para o Sporting, até pelas condições de negócio: contratou o guarda-redes a custo zero quando, três anos antes, custaria, provavelmente, o milhão de euros que o Betis pagou ao Atlético Madrid.