Filho de peixe

Sabe nadar, yoooo. Ou jogar. Filho de jogador quase sempre é jogador. A febre da bola passa no sangue mas, acima de tudo, no exemplo, na teimosia, na vontade dos pais que querem filhos iguais nos gostos e nos clubes. Hoje, há muitos progenitores que querem ter um Cristiano Ronaldo. Para além da inspiração, sobrepõe-se o desejo do dinheiro, da vida de luxo, dos carros e do título de melhor de Mundo. Não sei quantas horas o pai de Cristiano passou a jogar à bola com ele. Não sei quantos vezes lhe disse para ser jogador. Sei que foi pai do rei. Não lhe viu muitas vitórias, partiu cedo para confirmar o que todos sabemos. Há uma mãe em ‘campo’, a mesma que continua a rezar pelo seu menino. Foi ela que o deixou vir atrás do sonho. Mas, para muitos meninos, não passa de sonho. O jeito nasce e depois treina-se. Cristianinho nasceu do melhor. Respira futebol. Tem um campo em casa, vai ao campo, vive com o maior em campo. Há quem lhe destine a sorte de suceder ao pai. E esse pode ser o grande obstáculo da sua vida. A história raramente se repete.

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