Contas feitas

José Ribeiro
José Ribeiro Editor chefe

21,8 milhões: o novo recorde

Record noticiou há dois dias e ontem o Benfica confirmou de forma oficial, através de informação prestada à CMVM: o passe de Jiménez pertence na totalidade à SAD encarnada, após o pagamento de 12 milhões de euros ao Atlético de Madrid, detentor de 50 por cento dos direitos económicos do avançado mexicano. A operação de aquisição deste jogador cifrou-se nos 21,8 milhões de euros e passou a ser a mais elevada da história do futebol português, superando os 20 milhões pagos pelo FC Porto ao Marselha, há um ano, na aquisição do médio Imbula.

Há poucos anos talvez ninguém acreditasse na possibilidade de um clube português ter capacidade para intervir no mercado com valores desta grandeza, mas a realidade, agora, é esta. Discutir se Jiménez vale ou não os quase 22 milhões ou se o avançado tem margem de progressão suficiente para no futuro permitir à SAD gerar lucro com uma venda, é assunto lateral. O principal é isto: o Benfica cresceu de tal forma nos últimos anos como ‘player’ de primeiro mercado que coloca-se hoje a larga distância daquilo que o principal rival (o Sporting) pode e consegue fazer. Neste sentido, mais mérito têm ainda os leões por encontrarem forma de bater-se em campo pelos mesmos objetivos que o Benfica.

Adquirir um passe por 22 milhões milhões de euros não é nada de transcendente para o Benfica, nos dias que correm. Basta olhar com atenção para os sete anos de negócios feitos de forma ininterrupta para o entender. Ao longo deste período a SAD do SLB transacionou passes de jogadores num valor médio um pouco acima dos 60 milhões/ano. Não o fez uma ou outra vez de forma esporádica. Repito: fê-lo de forma continuada durante sete anos. No total, desde a entrada de Jorge Jesus na Luz, e até este momento, foram vendidos passes num valor total que atinge os 430 milhões! Quem vende bem e a um ritmo anual ganha músculo financeiro para depois poder intervir com força no mercado das aquisições. É isso que o Benfica actual prova de forma evidente. A diferença entre Benfica e o resto da concorrência está a aumentar de forma clara. Ser tricampeão foi a consequência natural das coisas. Se em 2016/17 não conseguir o tetra, isso sim será uma grande surpresa.

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