Contas feitas

José Ribeiro
José Ribeiro Editor chefe

A diferença num remate

Um bom ou um mau remate. Muitas vezes é isso que faz toda a diferença num jogo de futebol. Uma equipa pode ser melhor ou pior do que a outra durante mais tempo; pode ter mais ou menos remates, mais ou menos cantos, mais ou menos oportunidades de golo; pode até ser ‘travada’ ou ‘empurrada’ por decisões erradas de um árbitro. Mas no final, um bom remate pode significar o sucesso, mesmo num quadro de dificuldades; como um mau remate pode deitar para o lixo todas as ambições de uma equipa.

Em menos de uma semana o futebol fez o favor de nos lembrar esta ideia. Em Alvalade e em São Petersburgo. O péssimo remate de Bryan Ruiz; o fantástico remate de Raúl Jiménez. Depois destes dois momentos, de que vale falar das arbitragens? Nada. Depois destes dois momentos que validade tem falar nas estratégias? Pouca. Por muitas explicações que sejam dadas, a realidade mostra-nos que no futebol o remate ainda é (quase) tudo, embora a larga maioria dos jogadores não domine a técnica.

Na quarta-feira o Benfica estava encostado às cordas. Do nada, o árbitro húngaro ‘ofereceu’ um golo ao Zenit quando ignorou a falta grosseira de Zhirkov sobre Nélson Semedo. Num ápice, o ‘fantasma Gazprom’ voltou a pairar por cima de uma equipa portuguesa. Mas, igualmente do nada, surgiu "o tiro que tudo mudou", como ontem titulou este jornal na 1ª página. A cinco minutos do final (e de um eventual prolongamento), Raúl Jiménez encheu o pé e fez por merecer o golo, tal a potência e colocação do remate. Lodygin conseguiu defesa ‘impossível’, mas a bola ficou ali bem perto da linha, a pedir o empurrão que Gaitán lhe deu. E assim se mudou a história de um jogo que o árbitro, voluntária ou involuntariamente, ‘inclinou’.

No sábado o Sporting também acabou empurrado para as cordas pelo golo de Mitroglou. E nem foi o ‘autocarro’ encarnado que fez a diferença daí em diante. Porque acabou ultrapassado duas vezes, por João Pereira e Slimani. A diferença esteve nos remates falhados de Bryan Ruiz. Por isso os leões continuam, ainda hoje, encostados às cordas enquanto o Benfica segue feliz numa temporada que pode ser histórica para o bicampeão.

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