A flexibilidade estrutural prometida
1A estrondeada flexibilidade estrutural, asseverada por Roberto Martínez, quando, a 10 de janeiro, foi apresentado como novo timoneiro da Seleção, desamparou as gavetas do seu gabinete, onde pareceu descorada nas primeiras quatro rondas da qualificação para o Euro. A organização estrutural em 3x4x2x1, que se avocava como imaleável, foi preterida em relação a duas multiestruturas, partindo do 4x2x3x1 (Eslováquia) e do 4x4x2 clássico (Luxemburgo). Isto porque em ambos os embates, a Seleção defendeu em 4x4x2, contrariando o habitual 5x2x3/5x4x1, e desdobrou-se ofensivamente em 3x2x4x1, o que exprimiu uma continuidade em relação ao passado recente. Só que com especificidades posicionais díspares. Foi o médio-defensivo a baixar para a primeira fase de construção, posicionando-se entre os centrais; competia ao lateral-esquerdo, na maior parte dos momentos com bola, posicionar-se como segundo médio-centro próximo de Bruno Fernandes; era o extremo-esquerdo quem oferecia largura ao seu corredor; e, finalmente, o médio mais ofensivo (Vitinha em Bratislava) ou o segundo-avançado (Diogo Jota no Algarve) surgiam como avançados-interiores, juntamente com Bernardo, no apoio ao avançado referência, enquanto que, em momento defensivo, juntavam-se a este para traçar uma primeira linha de pressão.
