À margem

Era natural que escrevesse sobre futebol. Era natural que escrevesse sobre o Benfica. Aliás, em Portugal é natural que o desporto se resuma ao desporto-rei. Mas, escrevo esta crónica fora do país, onde o futebol não é tão natural assim. Quando me convidaram para escrever disseram que a única condição era estar de alguma forma relacionada com desporto, um olhar feminino.

Nem que fosse sobre o cabelo louro do Ricardo Quaresma ou a nova tatuagem de David Beckham. Aos 40 anos, um dos mais bonitos jogadores de sempre resolveu fazer mais uma. Diz que é a número 40, e que a mulher, a Victoria, nem sempre aprova. Talvez tenha gostado quando tatuou a sua imagem com a citação "porque amo e estimo". Talvez tenha gostado das 10 rosas no braço, uma por cada ano de casamento. Talvez tenha gostado do nome de cada filho, e da palavra Love, pela menina. Beckham diz que todas as tatuagens representam as pessoas que ama na vida. E que quer junto dele. Isto é romântico. Isto é lindo para nós, as mulheres. Talvez por isso gostemos tanto de o ver de cuecas. E isto é um olhar feminino.

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