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Marco Silva
Marco Silva Cronista

À terceira será de vez

Depois de realizados os primeiros dois jogos é normal que exista alguma apreensão. Não tenhamos quaisquer dúvidas de que estão naquele grupo de trabalho as pessoas mais insatisfeitas com esta situação – pela posição que Portugal ocupa, por não termos conseguido vencer um único jogo e por vermos alguns dos nossos jogadores mais talentosos exibirem-se abaixo do nível habitual. Isso reflete-se no nosso coletivo, mas vamos ainda a tempo de fazer aquilo a que estaríamos ‘obrigados’ à partida para este Campeonato da Europa: passar a fase de grupos. E é muito importante que todos continuemos a acreditar...

Passado aquele primeiro jogo com a Islândia, a realidade é que se sentiram progressos na equipa: um domínio constante sobre a Áustria, oportunidades de golo, uma melhor qualidade do nosso jogo e, acima de tudo, uma atitude e compromisso comum a todos, fator fundamental quando algo não está a correr bem.

É evidente que não está tudo bem. Torna-se importante perceber qual o caminho para continuarmos a registar melhorias. E isso ninguém sabe mais que Fernando Santos. Mas foi percetível que algumas alterações efetuadas ajudaram: William Carvalho deu à equipa grande qualidade na construção, boa primeira decisão após a recuperação da bola, aliada ao equilíbrio que oferece e que a posição onde joga pede. E a entrada de Ricardo Quaresma no onze torna a equipa naturalmente mais ofensiva e imprevisível. Percebemos ainda que, neste último jogo, estavam no banco jogadores como João Mário, Renato Sanches e Rafa, o que ilustra a dificuldade das decisões do selecionador, bem como a qualidade da matéria prima que temos, para, durante o jogo, tentarmos mudar o rumo do mesmo.

Apesar da apreensão já referida, todos os portugueses acreditam que iremos passar e não será com recurso a nenhuma calculadora, mas sim através da eficácia que o momento pede e com a certeza de que os 3 pontos da vitória nos darão a qualificação.


POSITIVO

Vale a pena enaltecer o discurso do selecionador no dia seguinte ao jogo com a Áustria, com uma mensagem de grande confiança e ambição, que faz com que os jogadores acreditem.

NEGATIVO

O excesso de seleções a jogarem para o ‘ponto’, com um futebol muito defensivo, consequência do maior número de equipas e de passarem quatro terceiros lugares. Prejudicial para o espetáculo.




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