Interrogatório

José Ribeiro
José Ribeiro Editor chefe

Aboubakar e Marega ficaram a dever golos

O jogo esteve em aberto até ao último minuto. Mérito do Tondela ou demérito do FC Porto?

O Tondela teve o grande mérito de conseguir manter ao longo dos 90 minutos uma atitude defensiva muito agressiva e de pressão constante sobre o portador da bola. Mas mesmo isso não seria suficiente se Aboubakar e Marega estivessem de bem com o golo. Com efeito, os dois africanos tiveram oportunidades mais que suficientes para instalar os dragões num confortável 3-0, mas a cada erro portista via-se aumentar a crença dos homens de Tondela.

Sérgio Conceição tentou fechar o jogo ao trocar Óliver por Herrera, aos 68 minutos?

Não. Nesse momento procurou dar maior capacidade de luta ao miolo, onde Danilo já era um homem só, face ao desgaste de Óliver. Mais tarde, sim, Sérgio Conceição promoveu, em quatro minutos, duas alterações de cariz defensivo para não colocar a vitória em perigo: trocou Aboubakar por André André (e adiantou um pouco Herrera) e Corona por Layún.

Este resultado, e a forma como o FC Porto terminou o jogo de forma atrapalhada, diz-nos que a força do Dragão não é assim tão grande?

Nada disso. Diz-nos apenas que é impossível a qualquer equipa manter altos níveis de rendimento e inspiração todas as semanas, para mais quando se dança sem parceiro: o Tondela colocou todas as suas forças a travar o adversário e não a tentar atacá-lo.

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