Contas feitas

José Ribeiro
José Ribeiro Editor chefe

Claro que há um favorito

No dia 15 de dezembro o Benfica empatou (0-0) com o União da Madeira e ficou, com o mesmo número de jogos, a cinco pontos do FC Porto, então 2º classificado (a maior diferença negativa para os da Luz neste campeonato, entre os dois). Em menos de dois meses as coisas deram uma volta tal que o Benfica, hoje na liderança da Liga, recebe o FC Porto na 3ª posição, com seis pontos de vantagem (a maior diferença positiva da época para as águias). Em apenas oito jornadas os bicampeões ganharam 11 pontos ao rival do norte. Oito triunfos consecutivos que contrastam com o pior momento dos dragões na prova, no qual somaram apenas quatro triunfos contra três derrotas e um empate.

Em véspera de um clássico ainda se utiliza o chavão que vem dos tempos da televisão a preto e branco: "é jogo de tripla, porque num confronto destes não existem favoritos." Conversa de quem, por precaução, não quer identificar uma equipa como superior. Não na história, mas no momento presente. E no dia de hoje, porque é só esse que interessa, o Benfica está bem por cima e os números são evidentes nessa matéria. Uma evidência como há muitos anos não se via: marcou nos últimos oito jogos o dobro dos golos do adversário (28 contra 14) e sofreu quase metade (5 para 8). Não há forma de olhar para o confronto que abre a jornada 22 sem reconhecer este desequilíbrio.
Face ao exposto, o Benfica joga hoje a grande oportunidade de afastar o FC Porto da corrida pelo título. Ou alguém acredita que a equipa de Peseiro terá uma palavra a dizer nesta Liga se deixar a Luz com nove pontos de atraso? Mas da mesma forma que esta é a grande chance dos encarnados, também é a última oportunidade para os dragões. Tal como na época passada o era.

Uma eventual vitória do Benfica terá de ser vista como normal. Daria sequência lógica ao percurso recente das equipas. Já o triunfo do FC Porto ganharia duplo significado: enorme resultado para os dragões, porque os mantinha vivos na corrida pelo 1º lugar; enorme derrota para o bicampeão, porque falhava o ‘xeque-mate’ ao opositor. Se empatarem fica tudo na mesma? Não. Os seis pontos de vantagem benfiquista passam a valer mais por não ter de defrontar outra vez os portistas.

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