Caderno de apontamentos

Jorge Barbosa
Jorge Barbosa Editor chefe

Clássico a duas velocidades

Benfica e FC Porto defrontam-se, esta sexta-feira, no Estádio da Luz, num jogo de casa cheia, ou não estivesse em causa um clássico sempre efervescente. Uma das questões essenciais centra-se em saber como é que o dragão irá reagir à inesperada derrota com o Arouca e se terá ou não capacidade para se manter ligado à corrente do título. O FC Porto está, pois, em ‘liberdade condicional’, e pior do que os resultados verificados tem sido a atitude evidenciada por alguns dos seus jogadores – falta-lhes vontade ganhadora, o que é preocupante. Há jogadores que têm uma relação difícil com o prestígio e com o orgulho, caso evidente de Maicon, ainda para mais um dos capitães que já não tem condições para continuar a sê-lo, e é por essa razão que o seu espaço no clube está a desaparecer.

Numa linha completamente diferente do dragão situa-se o Benfica, que tem sido merecedor de todos os louros que lhe têm sido atribuídos. O seu rendimento ofensivo tem impressionado mesmo a nível europeu, a sua força coletiva tem permitido superar todas as adversidades, e há talentos emergentes que têm sido fundamentais, casos de Renato e Pizzi, a que se juntam valores consagrados, casos de Jonas, Mitroglou ou Júlio César. Esta química criada por Vitória tem sido responsável por este refrescado fulgor. Um fulgor que José Peseiro quer recuperar no FC Porto, imprimindo a sua marca e que seja inspirador para os adeptos, embora, e para já, sem as devidas consequências.

Desta reflexão impõe-se ter consciência, no entanto, que José Peseiro – treinador competente e sério, que revela bons conhecimentos e dedicação – tem muito pouco tempo de trabalho comparativamente a Rui Vitória, pelo que a fasquia da exigência para o clássico tem de levar em conta esse aspeto. É certo que o FC Porto tem que chegar ao triunfo para não perder pelo terceiro ano consecutivo a Liga, mas o seu rival também está confrontado com a obrigação de ganhar . Tendo falhado nos quatro clássicos anteriores, o Benfica só pode dar o passo seguinte para sustentar a sua ambição se Rui Vitória ganhar, finalmente, um clássico. Compete ao FC Porto de Peseiro enfrentar o seu adversário com coragem e atrevimento, ter a bola e saber o que fazer com ela, pois neste clássico terá tudo e só tudo a ganhar.

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