Futebol à portuguesa

José António Saraiva
José António Saraiva Diretor do Sol

De rastos

As últimas semanas têm sido dominadas pelas polémicas sobre a arbitragem. Os dois penáltis reclamados pelo Sporting no dérbi da Luz foram o rastilho. Agravado na jornada seguinte pela marcação do penálti no Estoril que deu a vitória ao Benfica. Ficou a ideia de que na área do Benfica só há ‘bolas na mão’ e nas áreas adversárias é sempre ‘mão na bola’. É preciso uniformizar os critérios, sob o risco de os árbitros se tornarem mais importantes do que os jogadores.

Mas se a vitória do Sporting no Restelo, conseguida a dois minutos do fim, desanuviou o ambiente em Alvalade, não afastou a crise. Nesta época, houve 4 golpes que deitaram a equipa abaixo. Golpe 1: derrota em Madrid, depois de estar a ganhar até aos 89’; golpe 2: empate em Guimarães, depois de estar a vencer 3-0 aos 70’; golpe 3: eliminação de todas as provas europeias; golpe 4: derrota com o Benfica, depois de ter dominado a adversário (e quando a vitória lhe daria a liderança).

Foram golpes sucessivos que a equipa não aguentou. Aos quais há que juntar as saídas de Slimani e João Mário, e o cansaço de dois jogadores capitais: William e Adrien, que estão também a pagar o enorme desgaste físico e emocional sofrido no Europeu.

No 2.º ano do Benfica, Jorge Jesus fez uma péssima época mas Vieira aguentou-o. E continuou a aguentá-lo no ano seguinte, apesar de ter perdido tudo em 15 dias. Mas depois Jesus ganhou dois campeonatos e trouxe a hegemonia para a Luz. Vejamos se Bruno de Carvalho tem a mesma resistência de Vieira…
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