Caderno de apontamentos

Jorge Barbosa
Jorge Barbosa Editor chefe

Dragão precisa de qualidade

É anormal Pinto da Costa enganar-se tanto em tão pouco tempo na escolha do seu plantel e sobretudo na escolha do seu treinador. Já todos percebemos que Paulo Fonseca e Julen Lopetegui foram apostas equívocas e quase tudo lhes correu mal, bastando para tal atender na folha em branco na questão de títulos no momento em que o espanhol abandonou, e muito bem, o clube ao fim de um ano e meio, e uma só Supertaça nacional no currículo do atual treinador do Sp. Braga. O que é manifestamente muito pouco para um clube que, nos últimos 30 anos, depressa habituou os seus adeptos a grandes conquistas. Uma nítida falta de mérito nos últimos três anos pois, de um presidente que, em breve, vai recandidatar-se à principal cadeira do poder onde pretende ficar até 2020.

Se esta época volta a ser difícil – e tem sido nesta peregrinação que só pode conduzir o clube à conquista da Taça de Portugal e ao apuramento direto para a próxima edição da Liga dos Campeões, novos objetivos curtos para uma equipa de futebol profissional que investiu mais de 100 milhões de euros –, é já com os olhos na próxima que todas as preocupações estão, desde já, a ser colocadas, tornando-se imprescindível segurar os melhores jogadores, mas, acima de tudo, torna-se urgente atacar o mercado com critério e bom senso, o que não foi feito, pelo menos nos tempos de Lopetegui, onde a folha salarial disparou assustadoramente, e sem a devida correspondência nos resultados.

Para a época 2016/17, que os portistas esperam de sucesso absoluto, caso contrário o prestígio acumulado por Pinto da Costa ficará de vez ameaçado, é obrigatório que os jogadores que cheguem sejam mesmo titulares de caras e são precisos pelo menos quatro ou cinco, injetando qualidade em todos os sectores, e desde que não saia nenhum dos atuais melhores ativos, embora se torne indispensável a venda de, pelo menos, dois deles – o mercado dirá quais –, caso contrário o buraco negro financeiro tornar-se-á ainda mais visível. Um bom desafio para Peseiro, um treinador com perfil para assumir o projeto, que terá também a preocupação de olhar com a máxima atenção para a lista de 34 (!) emprestados, alguns deles com condições para jogarem de dragão ao peito na próxima época.

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