Contas feitas

José Ribeiro
José Ribeiro Editor chefe

E o próximo campeão é...

Arranca hoje a Liga 2016/17 e meto as fichas todas em como esta edição não será, no geral, muito diferente da anterior, ou seja, Benfica, Sporting e FC Porto, independentemente daquilo que o mercado ainda vier a alterar, chegarão ao fim das 34 jornadas com um acumulado de pontos bem superior aos demais concorrentes, na ordem dos 20 a 25 (ou mais) sobre o 4.º classificado. É o resultado normal do crescimento dos três grandes face à estagnação dos outros.

Por si só, este dado não deve ser visto como uma anormal falta de competitividade. Afinal, o panorama em Espanha, Alemanha, França e Itália não tem sido assim tão diferente (num caso ou noutro é até bem pior). Na verdade, entre os grandes campeonatos, apenas o inglês destoa dada a enorme capacidade financeira dos clubes médios.

Em Portugal, a pergunta do milhão de euros é esta: quem será o próximo campeão? 1 - Conseguirá o Benfica o inédito tetra? 2 - Conseguirá Pinto da Costa o também inédito 4.º campeonato seguido sem título? 3 - Conseguirá o Sporting evitar atingir os 15 anos sem ser campeão? Inclino-me a acreditar que a segunda questão terá como resposta: sim, o FC Porto somará o 4.º campeonato em branco. E para o evitar será necessário algo mais do que a lesão de Jonas ou a provável venda do passe de João Mário. A distância que Benfica e Sporting cavaram para o FC Porto, há um ano, equivaleu em todos os sentidos a um enorme fosso. Para o anular, os portistas têm de ser muito melhores em vez de esperarem apenas pelo decréscimo de qualidade da concorrência. Honestamente, olhando para o atual grupo de jogadores dos dragões não vejo como pode a equipa melhorar assim tanto.

Em relação à questão um e três, aí sim, acredito que qualquer pormenor pode fazer a diferença, tal como aconteceu em 2015/16. Tudo será possível, mesmo com o Benfica a partir para a luta com um lote global de jogadores bem melhor. Mas se é verdade que o campeão tem um grupo mais forte a olho nu, não é mentira que apesar de todas as alterações às regras, a principal mantém-se: só jogam 11+3. E os leões conseguem ter um núcleo de 14 jogadores mais do que capaz de se bater pela vitória em qualquer relvado nacional.

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