Entrada de sola

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Foi uma jornada marcada por vários lances discutidos, envolvendo entradas de sola e a respetiva sanção disciplinar. No Sporting–Arouca, Van Ee viu amarelo numa entrada sobre Altimira, com o Sporting a pedir vermelho; Debast acabou expulso diretamente, por outra entrada. No FC Porto–Benfica, o pisão de Gabri Veiga sobre Bah, punido com amarelo, gerou também polémica. As minhas opiniões sobre cada lance são públicas. O que importa aqui é recordar os princípios que devem orientar a distinção entre amarelo e vermelho nestas ações. Uma entrada de sola não é, por si só, cartão vermelho. O essencial é perceber se coloca em perigo a integridade física do adversário. Para isso, é necessário avaliar em conjunto velocidade e direção da entrada, intensidade, ponto de contacto e utilização dos pitões. O ponto de contacto é particularmente relevante: quando acontece sobretudo no peito do pé, estaremos mais próximos do amarelo; quando sobe para tornozelo, tendão de Aquiles, perna ou joelho, aumenta o risco e aproximamo-nos do vermelho. Importa ainda perceber se o contacto é de raspão ou direto, se o jogador mantém controlo do movimento, se tenta retirar a perna e qual o risco criado. Quanto maior a força, a velocidade e o impacto, menor o controlo e maior o perigo para o adversário, mais nos aproximamos da falta grosseira. Nenhum fator deve ser avaliado isoladamente. É da conjugação de todos eles que nasce uma decisão disciplinarmente sustentada e não da simples imagem de uma sola em contacto com um adversário.

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