Contas feitas

José Ribeiro
José Ribeiro Editor chefe

Escolher, ou não, as batalhas

Bruno de Carvalho, presidente do Sporting, não escolhe batalhas para travar. Simplesmente mete-se em todas, de cabeça. Até podia entender a estratégia, caso estivesse em causa a defesa do clube. Mas em muitos dos casos não é disso que se trata, embora ele pretenda passar tal ideia para os milhões de adeptos leoninos. Em três anos na liderança de uma das maiores instituições deste país já deixou claro que o estilo guerreiro, truculento e por vezes extremamente rude não surge por necessidade mas sim porque essa é a natureza dele. Avança contra tudo e contra todos os que não concordarem com ele. Porque sim.

Era mais do que evidente que a 'oficialização' da saída de Carrillo para o Benfica iria provocar reações extremas por parte de Bruno de Carvalho, as quais contrastam em absoluto com a posição pública, por exemplo, de Jorge Jesus (mas também é verdade que não é JJ quem tem a responsabilidade de explicar aos acionistas a perda de um grande ativo). Mas seria necessário fazer descer a troca de argumentos a um nível de sarjeta, como sucedeu no 'bate-boca' com um dirigente do sindicato de jogadores peruanos? Ou apelidar de 'chulos' aqueles que ganharam comissões com os negócios leoninos no tempo de Godinho Lopes ou Bettencourt, como se atualmente ninguém as recebesse?

Carrillo escolheu o seu próprio caminho. Como Jesus em junho. Ambos o fizeram porque felizmente têm direito a isso. Os mesmos sportinguistas que se indignaram com a forma como o Benfica tentou distorcer a história na pré-época não podem agora aplicar 'medidas' diferentes no caso do jogador peruano. Se Jesus (e, já agora, Maxi Pereira) ficou até ao fim a entregar troféus no Museu Cosme Damião foi porque teve condições para isso. Se Carrillo não está envolvido nesta tremenda (e notável) luta pelo título, foi porque Bruno de Carvalho não quis. Preferiu mais uma 'batalha sem quartel', condenada desde o início ao insucesso, a um 'fechar de olhos' que poderia ajudar a ganhar a 'guerra'.

P.S. Mesmo sem razão (na minha opinião), o Benfica decidiu avançar com uma ação judicial contra Jesus. Nesse mesmo sentido, entendo que Bruno de Carvalho não faz mal nenhum em 'pagar na mesma moeda', com Carrillo.

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