Saída de campo

Nuno Farinha
Nuno Farinha Diretor adjunto

Futre, o azarado

Fernando Santos lançou um debate interessante: será mesmo esta seleção uma das melhores que Portugal já teve? É sempre difícil e até injusto comparar equipas que competiram em contextos tão diferentes. Mas, ainda assim, o número de soluções de alta qualidade que o atual selecionador tem à disposição dá-lhe, de facto, alguma razão. Poucas vezes o futebol português teve 30 ou 35 jogadores selecionáveis com a qualidade média que hoje existe.

Há três equipas que merecem competir pelo título de melhor seleção portuguesa de sempre. A que esteve no Mundial de1966 deverá ser sempre considerada nestas ‘votações’ – mais que não seja pelo brilhante 3º lugar num tempo em que só a qualificação para a fase final já era uma proeza. A que Humberto Coelho orientou no Euro’2000 também merece a ‘distinção’, porque foi capaz de aliar resultados a uma qualidade de jogo nunca vista. E a terceira é, naturalmente, a que venceu o Euro’2016.

Na primeira estavam Eusébio, Coluna e Simões. A segunda era a de Figo, Rui Costa e João Pinto. A última tinha – e tem – Ronaldo, Pepe e Moutinho. É curioso como nenhuma delas teve um dos mais importantes futebolistas da nossa história, que, aliás, faz parte do Onze do Século da FPF. O que teria sido de Futre se tivesse nascido uns anos antes ou uns anos depois?
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