Muito se discutiu, esta semana, a falha nas comunicações entre a Cidade do Futebol e a Vila das Aves, a qual retirou de ‘ação’ o VAR a partir do minuto 66 do Aves-Benfica. E como o lance de toda a polémica ocorreu 13 minutos após este ‘crash’, não faltou quem tenha tentado desenhar, a partir daí, uma espécie de ‘teoria da conspiração’.
Isto é o futebol português no seu melhor. Discute-se o acessório horas a fio, dias a fio, por forma a ‘enterrar’ o essencial e assim o que verdadeiramente interessa não é abordado. A isto chama-se ‘spinning’. E há por aí muitos doutores desta prática comunicacional...
O VAR não julga, apenas ajuda na tomada de decisão final. Logo, o sistema não pode ser culpado, não pode servir de desculpa seja para o que for. Isso, repito, é discutir o acessório. Essencial, neste caso, é perceber como pode um árbitro assistente no futebol profissional, pago para estar a desempenhar aquela função, entender que o ostensivo empurrão de Jonas a Nildo Petrolina não feria qualquer lei do jogo. Colocado de frente para os protagonistas, a não mais que cinco metros de distância, entendeu que a ação era legal. Isto ou é muita incompetência ou qualquer outra coisa mais grave. Seja o que for, a decisão deste senhor, sim, devia ser analisada e punida, na nota e na ausência de jogos num futuro próximo.
Não fosse esta incrível má decisão do árbitro assistente e ninguém estaria a discutir se havia ou não VAR a funcionar naquele momento. Simplesmente porque ‘aquele momento’ deixaria de ter existido.
