José Ribeiro
José Ribeiro Editor chefe

O troféu mais aberto, mas...

A Taça de Portugal está de regresso e com ela emerge o sonho de 13 (12, porque Agatão já foi afastado) ‘desfavorecidos’, treinadores que, mesmo colocados no lado mais fraco da discussão, nem por isso deixam de acreditar na possibilidade de a vencer e entrar na história. E na verdade este é mesmo o troféu mais aberto no nosso calendário competitivo, aquele que foi ganho pelo maior número de equipas, mas com as recentes ‘ajudas’ aos mais poderosos.

Só nos últimos seis anos a Taça de Portugal teve outros tantos vencedores: FC Porto, Académica, Vitória de Guimarães, Benfica, Sporting e Sp. Braga, por esta ordem. Não existe comparação com aquilo que se tem visto, por exemplo, na Taça da Liga, prova que em nove edições foi ganha por apenas três equipas. Depois há o factor ‘Jamor’, o local de romaria que ocupa lugar de destaque no pensamento de jogadores e técnicos (sobretudo portugueses).

Na FPF, o sorteio é, neste momento da competição, totalmente aberto; na Liga, mesmo a fase final é totalmente fechada e o sorteio em si serve para pouco ou nada a partir do momento em que os ‘grandes’ jogam duas das três jornadas em casa e as meias-finais são disputadas em campo neutro. Nos últimos anos, a Federação introduziu duas ‘pequenas’ ajudas aos mais poderosos (como se tivessem necessidade disso…): impediu confrontos entre eles na primeira eliminatória, o que diminui as probabilidades de afastamento precoce, e passou as meias-finais para duas ‘mãos’, realidade que retirou aos ‘desfavorecidos’ a capacidade de chegar a uma final. Repare-se: nos últimos 8 anos (desde que entrou em vigor a meia-final a duas ‘mãos’), houve seis discussões entre ‘grandes’ e ‘pequenos’ para chegar à final. Os ‘pequenos’ ainda conseguiram uma vitória e três empates, mas foram incapazes de afastar o ‘grande’ no conjunto da eliminatória.

Num só jogo, por exemplo, o então secundário (na verdade, estava no terceiro escalão competitivo) Leixões (2001/02) teve argumentos para eliminar o Sp. Braga. E isso é igualmente visível numa final (um só jogo, lá está): Académica venceu o Sporting; V. Guimarães venceu o Benfica; Sp. Braga venceu o FC Porto. É difícil. Mas ainda é possível sonhar.

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