José Ribeiro
José Ribeiro Editor chefe

O vídeo-árbitro

Na entrevista que concedeu à Sporting TV, entre muitas outras coisas Jorge Jesus destacou que em boa parte a atual pontuação da equipa (menos 10 pontos que Benfica; menos 6 pontos que FC Porto) fica a dever-se a erros de arbitragem. É difícil não estar de acordo com ele. Basta olhar ao que sucedeu no Funchal, frente ao Marítimo, no passado sábado. Note-se que o treinador do Sporting colocou a questão em termos de pontuação, não de classificação. Não podia ter sido mais honesto, na minha opinião, porque os erros factuais nas arbitragens não davam à sua equipa a liderança ou mesmo o segundo lugar. Mas que a ajudavam a estar mais perto dessas posições, sem dúvida.

Junta Jesus que se já existisse o recurso ao vídeo-árbitro as coisas, em termos de disputa dos lugares da frente, estariam diferentes. Uma vez mais, totalmente de acordo. O vídeo-árbitro não serve, nem pretende servir, para substituir os árbitros. Serve, deve servir, apenas para clarificar aquilo que na velocidade do jogo, e desde a localização em campo do juiz, não foi possível ver (tal como sucede nos jogos da NFL, o futebol americano). Os lances de grande penalidade, por exemplo, não irão originar menos polémica do que nos dias de hoje. Porque os mesmos carecem de interpretação e todos sabemos como esse é um ‘poço quase sem fundo’. Mas o golo de Soares em Guimarães seria anulado, depois de Artur Soares Dias ser informado do empurrão que o vimaranense deu em Schelotto; o golo de Alan Ruiz no Funchal seria validado depois de João Pinheiro receber a mensagem a dar-lhe conta da posição legal do argentino. Seriam duas vitórias em vez de dois empates. E fico-me por estes dois casos, excluindo da ‘discussão’ tudo o que tenha a ver com grandes penalidades, assinaladas ou por assinalar, a favor ou contra (que também as houve) por as mesmas serem sempre passíveis de interpretação (e dependerem de ser ou não convertidas, já agora).

Com o vídeo-árbitro em funcionamento, o Sporting teria garantidamente mais quatro pontos. O Benfica seria igualmente líder, mas a 6 pontos de distância; o FC Porto manteria a segunda posição, mas com apenas dois pontos de vantagem. Ou seja, os leões estariam a discutir a Liga ao fim de 18 jornadas. Desta forma não estão.

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