Contas feitas

José Ribeiro
José Ribeiro Editor chefe

Os outros três heróis da Liga

Benfica e Sporting transformaram a Liga 15/16 em algo que vai ficar para a história do futebol português. Tem sido um campeonato tão intenso e excitante em relação à luta pelo título que, confesso, nunca dei neste espaço o devido relevo a outras equipas e treinadores que, cada qual à sua maneira e dimensão, foram verdadeiros vencedores. Por isso, o espaço de hoje vai inteirinho, e com a devida vénia, para o Arouca de Lito Vidigal, para o Paços de Ferreira de Jorge Simão e para o União de Norton de Matos.

Lito Vidigal levou o Arouca para patamares impressionantes. Uma equipa que passou as últimas duas temporadas a sofrer até ao fim pela permanência transformou-se rapidamente num credível candidato à Liga Europa, meta agora muito próxima de ser atingida (pode acontecer já nesta jornada). Os 52 pontos estão muito acima daquilo que era normal para esta formação e o facto de somar menos derrotas que o FC Porto é um prémio extra. Lito Vidigal já tinha justificado maior atenção em épocas anteriores. Este ano ‘apenas’ o confirmou como um dos treinadores a levar mais a sério.

Quando Jorge Simão chegou a Paços de Ferreira revelou a ambição dos 48 pontos (mais um do que a equipa fizera na temporada anterior com Paulo Fonseca). Objetivo cumprido a duas jornadas do fim. Notável. Mais impressionante: pode igualar o máximo histórico do clube (54 pontos conseguidos por Paulo Fonseca). Única frustração: em 12/13, esses 54 pontos bastaram para atingir ao 3º lugar e agora não valem sequer o 4º, nem garantem o 5º. Não é por a história relativa do campeonato negar a Jorge Simão o topo que o Paços deve olhá-lo como um ‘segundo’, porque no contexto pacense pode e deve ser visto como um ‘primeiro’ se igualar esse registo.

O União regressou à Liga com o rótulo de candidato à despromoção, tal como o Tondela (que pode voltar hoje à 2ª Liga). Norton foi ‘torpedeado’ pelo próprio presidente e viveu períodos em que parecia estar, todos os dias, à beira do despedimento. Nem isso o quebrou. Manteve a equipa sempre em linha com o objetivo final e pode ganhar neste fim-de-semana o ‘jackpot’: o bilhete da Liga 2016/17. Não para ele, desconfio, mas para a equipa.

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