José Ribeiro
José Ribeiro Editor chefe

Outra vez a formação

Figo, Peixe, Paulo Torres, João Oliveira Pinto e Paulo Pilar. Estes cinco jogadores, há mais de 25 anos, estiveram na génese daquele que se tornou no desígnio de muitos dirigentes sportinguistas: ter na equipa o maior número possível de jovens oriundos da formação. Os leões já apostavam em jovens da casa há muito tempo, tal como Benfica e FC Porto, mas raramente coincidiam no onze-tipo mais de dois ou três. Na ‘ressaca’ do Mundial sub-20 ganho por Portugal, em 1991, o então presidente, Sousa Cintra, tentou ter o maior número de campeões mundiais no plantel. Já havia contratado Amaral e Filipe, campeões em 1989, juntara-lhes Nélson e ‘colocava’ Figo, Peixe, Paulo Torres e João Oliveira Pinto às ordens de Marinho Peres. Paulo Pilar, que falhara o Mundial devido a grave lesão, ficou parado quase o ano todo. E João Oliveira Pinto nunca foi utilizado, a não ser no então ‘satélite’, Atlético.
Em 1991/92 o técnico brasileiro tinha um grupo com oito jogadores formados em Alvalade. Como acabou a história? Foi despedido antes do fim do campeonato. Nem o facto de em 1999/2000 (com apenas um elemento da formação no onze-tipo, Beto) o Sporting ter colocado um ponto final no jejum de 18 anos ‘travou’ o desígnio. Até porque em 2001/02 a equipa campeã já tinha três titulares ‘feitos em casa’ (Beto, Hugo Viana e Quaresma).

Paulo Bento, entre 2005 e 2009, por necessidade, mas também por existir qualidade, apresentou equipas com quatro e cinco jovens da formação. Como acabou a história? Deixou o cargo logo no arranque da época 2009/10, porque os adeptos estavam ‘fartos’ de segundos lugares. Quer na época passada quer na atual, Jorge Jesus utiliza sistematicamente, no onze, um mínimo de cinco futebolistas da ‘casa’. É evidente que a experiência de Rui Patrício (11 épocas) e Adrien (8 épocas) de leão ao peito torna-se decisiva para não deixar descer os parâmetros para níveis alarmantes.

Em 2017/18, ao que se diz, Bruno de Carvalho quer aumentar o peso da formação no plantel. Mais? Dos atuais 26 jogadores, quase metade (12) são ‘made in Sporting’. Vejamos: Qual o peso da formação nos onzes-tipo dos últimos cinco campeões? Em quatro anos (dois, FC Porto; dois, Benfica), zero; há um ano o Benfica tinha dois no onze. É só isto.

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