Quem é bom? Quem ganha!
Zidane ‘arrisca-se’ a ficar na história do futebol por algo que tenha criado de diferente a bem do jogo? Duvido, mas isso não faz dele um treinador inferior. São poucos os que ao longo dos anos ganharam com frequência, ajudando o futebol a caminhar em diferentes direções. De Kovacs a Guardiola, mais alguns pelo meio, não foram assim tantos aqueles que nos espantaram com inovações. E outros, como Zdenek Zeman ou Juan Manuel Lillo, nunca conseguiram sequer chegar a equipas com capacidade para lutar por títulos, embora isso não fosse relevante para Arrigo Sacchi quando confessou ter ‘bebido’ na inspiração de Zeman; nem para Pep Guardiola, um admirador confesso do ex-adjunto de Sampaoli.
Os mais vencedores são, normalmente, os que têm a capacidade para surgir muitas vezes no local certo à hora certa (Ancelotti ou Lucescu, por exemplo); ou os que estão mais escudados num quadro financeiro que lhes permite recrutar os melhores jogadores de entre a elite (Ferguson, Mourinho ou Wenger).
Na atualidade, há um grupo de treinadores que consegue juntar a ‘criatividade’ ao dinheiro (Guardiola, Klopp ou Conte). Mas não é inevitável que se tornem mais ganhadores que os outros no futuro próximo. Porque no final a capacidade dos jogadores continuará a ser o factor mais diferenciador no futebol.
Volto ao início: Zidane, com o Real Madrid, bisou na Champions e na Supertaça Europeia, igualando o AC Milan de Sacchi. Têm outro ponto em comum: orientaram alguns dos melhores futebolistas de sempre.
