Caderno de apontamentos

Jorge Barbosa
Jorge Barbosa Editor chefe

'Somos mística'

Nuno Espírito Santo é o novo treinador do FC Porto. Se para uns é uma boa notícia, já para outros trata-se de uma má notícia. Pinto da Costa voltou a apostar na sua fórmula de sempre, e se em alguns casos resultou, como são os exemplos de Mourinho ou Villas-Boas, noutros tornou-se um suplício, como sucedeu com Paulo Fonseca ou Lopetegui. Nuno Espírito Santo, um treinador para já sem currículo, que fez um bom e um razoável trabalho no Rio Ave nos dois anos que lá passou, que fez um bom e um mau campeonato no Valencia, começa desde já a trabalhar para a sua avaliação contínua, e o seu primeiro resultado será conhecido já em agosto quando se souber se o FC Porto vai ou não vai entrar na fase de grupos da Liga dos Campeões. Esperar para ver – é o que a prudência sugere.

Em todo o caso, o que se viu no dia da sua apresentação é já um forte indicador do que vamos ver logo a partir do arranque de uma época em que o FC Porto tem obrigatoriamente de voltar a ganhar. Nuno insistiu na ideia do ‘Somos Porto’, o mesmo é dizer, recorreu com absurda frequência à mística, ao caráter e e entrega dos seus jogadores como pilar fundamental para o sucesso, mas agora é que surge o grande desafio, ou seja, equiparar a qualidade de jogo a esse transbordar de emotividade. Para tal, torna-se obrigatório contar com jogadores de alta qualidade, o que não se tem verificado nos últimos anos, e é por aqui que se tem justificado a falta de vitórias.

Assim sendo, Nuno Espírito Santo terá de ser interventivo na construção do plantel, sabendo escolher com critério dentro dos recursos que o FC Porto já possui – e são muitos – mas também com um ataque cirúrgico ao mercado. E se a colaboração de Jorge Mendes ajudar a abrir portas, então que os preconceitos sejam postos de lado, em benefício dos superiores interesses da equipa. Já todos percebemos que os laços familiares ou de amizade nem sempre são bons conselheiros na hora de recrutar, assim como já todos sabemos que a mística é muito bonita mas não chega para meter a bola na baliza. O importante é a competência, tornando-se ainda imprescindível que não se atire sempre o ónus do insucesso para cima do treinador…

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