Também há vida sem Gyökeres
1 Após 4 golos e 1 assistência em 6 jogos completos pelo Sporting, Gyökeres, a carecer de gerir a condição física após sofrer um traumatismo na perna esquerda ante o Sturm Graz, não saiu do banco na receção vitoriosa ao Rio Ave. O que provocou o regresso de Paulinho ao papel de referência ofensiva, suportado pelos avançados interiores Edwards e Pote, uma solução várias vezes empregada na estação precedente. Se é certo que as rotinas entre o tridente estão vivas, os leões não deixaram de manifestar uma notável argúcia ao compreenderem, desde o minuto inicial, que o sueco não estava em campo. O que era um desafio, após 540 minutos de busca incessável das suas movimentações diferenciadoras. Por isso mesmo, o Sporting mostrou muito menos pressa em buscar com contundência a profundidade, inteligindo a distinção de perfis entre Gyökeres e Paulinho, e robusteceu os argumentos, já patenteados na receção ao Moreirense, para ser mais incisivo na perscrutação do jogo interior. A isso junta-se a demonstração de um maior critério em deparar soluções na criação através das incursões pelo espaço exterior, um vício que prejudicou o coletivo (e Paulinho como finalizador), em muitos momentos, na derradeira temporada.
