O fim de um ciclo
Os bárbaros sempre estiveram entre nós. Na grande história e no futebol. Nas guerras mais implacáveis e nas bancadas dos estádios, entre as claques. Nos grandes momentos e nas esquinas da história. De ciência certa, esta e a filosofia sempre nos mostraram as suas iniquidades. De Hanna Arendt e a sua banalidade do mal, a Bil Buford e as suas experiências entre os holigans ingleses. Eles travam guerras, promovem o terrorismo de Estado, atiram pedras contra vítimas indefesas ou matam pelo domínio territorial da tribo e dos seus negócios. Sempre souberam ocupar os vazios deixados por outros ou partilhar os despojos da pirataria com o senhor do castelo, que é quem os manda atacar.