A cómoda dúvida razoável
O Ministério Público ficou-se pela dúvida razoável quando ao processo relacionado com o BPN que envolvia Luis Filipe Vieira. A eterna dúvida razoável impediu que Vieira viesse a ser julgado pelos crimes de burla qualificada, falsificação de documentos e branqueamento de capitais num daqueles negócios de puro malabarismo contabilístico, em que, basicamente, recebeu um empréstimo de 17,4 milhões de euros que tinham como garantia acções de uma empresa falida. Enfim, nada de surpreendente em todo o vasto rol de esquemas que foram criados para sacar uns milhões a esse poço sem fundo para o erário público que foi o BPN. Vieira foi apenas mais um dos muitos que mantiveram negócios ruinosos para o banco e que todos temos de pagar.