A lei relativa no futebol
José Narciso Cunha Rodrigues, que foi procurador-geral da República ao longo de 16 anos, publicou há semanas as suas "Memórias Improváveis", Almedina. Livro essencial para quem queira entender o que foi a história da política, da justiça criminal e da separação de poderes nos anos 80 e 90 cá pelo burgo. Sobre o cargo que ainda exerce na UEFA, onde é presidente do órgão de Controlo Financeiro dos Clubes, Cunha Rodrigues não escreve, exceptuando o facto de deixar bem expressa a sua preocupação de incrementar a rule of law , ou seja, as regras do Estado de Direito, no mundo e nas estruturas do futebol.