Derrotar o pessimismo histórico

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De entre a tralha do passado que a selecção portuguesa de hoje nos permite abandonar e deitar fora, a mais importante é o trauma do pessimismo histórico , que tantos danos causou no subconsciente colectivo desde há uns bons 50 anos. Primeiro, não tínhamos os 30 metros finais, na brutal definição de Pedroto, para dar uma dimensão eficaz e europeia ao nosso futebol., Depois, a nossa posição periférica nas grandes linhas da política europeia, traduziam-se num gamanço generalizado dos árbitros. Nunca esqueceremos injustiças históricas, como o roubo monumental das meias-finais do Euro 2000, em que a bola viajou até à mão de Abel Xavier e não a mão deste até à bola… A França, a Alemanha ou a grande Inglaterra eram sempre beneficiadas pelos árbitros. Por fim, era impossível encontrar um sucessor à altura de Eusébio, o que nos empurrava para um possibilismo competitivo que nos limitava a ambição. Nené, Jordão, Vítor Baptista, Gomes, Chalana, não chegavam para garantir uma glória que fosse além das meias finais no Mundial de 1966. No fim, ficou o raio do Platini, do Tigana e todos aqueles franceses que nos roubaram a final, em 1984, ao maldito minuto 119.

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