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Façam o que quiserem
O tribunal conclui que “não é possível estabelecer qualquer relação de causa-efeito entre a expressão então proferida e os factos que vieram a ocorrer na Academia. Mas não diz que o ‘façam o que quiserem’ não foi o gatilho do ambiente explosivo que há muito se vivia no clube entre o presidente e os jogadores
A absolvição do ex-presidente do Sporting causou reacções interessantes. Deu para tudo. Houve quem visse nesta absolvição os males habituais da justiça: um Ministério Público que acusa por-dá-cá-aquela-palha, que explora a violação do segredo de justiça, e uma taxa de encarceramento terceiro-mundista. E que, aqui, todos repararam porque é bola, mas noutros campos, como a política, estão-se nas tintas, ignorando que o braço maléfico do Ministério Público pode atingir-nos a todos. Outros, chegaram a dizer que o ponto de partida da investigação tinha de ser diferente porque Bruno de Carvalho era uma personalidade muito mediática.
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