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Jamal Khashoggi
Mantenhamos distanciamento de Cristiano Ronaldo nesta fase decadente e triste, crepuscular, da sua carreira. Que Ronaldo se limite a dar uns chutos na bola e não patrocine a lavagem por via desportiva de um regime repugnante, em todas as perspetivas dos direitos humanos
Sejamos práticos e objetivos. Cristiano Ronaldo deu-nos grandes alegrias futebolísticas. Depois de Eusébio – mas sempre abaixo de Eusébio -, Cristiano foi e é um dos maiores símbolos de Portugal, neste mundo em que os valores cedem ante o pragmatismo de indivíduos, organizações, empresas e nações. Portugal e os portugueses, porém, não se esgotam no simbolismo de Ronaldo. Compreendendo o pragmatismo de quem opta por fazer o contrato da sua vida, atingindo, finalmente, o patamar do futebolista mais bem pago do Universo, como se isso interessasse muito a alguém, não podemos, nunca, deixar de reafirmar alguns valores. De reafirmar tudo o que existia antes de Ronaldo e está para lá dele.
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