Maradona, uma noite no Mar da China
No verão de 1990 percebi cedo que não conseguiria ir de férias a Itália, gozar uns belos dias na casa da família Giugliano, em Nápoles. Nos anos anteriores, o meu amigo Franco, mais português do que muitos dos que conheço, apaixonado por Portugal, por Coimbra, pelo teatro, por Fernando Pessoa e Camões, tinha-me desbravado os caminhos da bela Itália e do seu Sul, abrindo as portas dos Giugliano, quase na encosta mais a sul do Vesúvio. Aí fiz muitos amigos e com eles palmilhei os caminhos do Mezzogiorno, nos tempos em que as suas belezas já não conseguiam rivalizar com as geografias afetivas, com a ilusão, o tumulto e a arte que Maradona deixava no coração de cada napolitano.