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Os aristocratas falidos
O Governo deveria aproveitar o estado de necessidade deste futebol dos três grandes para impor valores mínimos de decência. Como disse um jogador do Tondela nas redes sociais, sobre esta reunião, com inteira razão, “o futebol somos todos, independentemente do tamanho”
O futebol português, na sua miséria de aristocrata falido, está todo retratado naquela fotografia dos presidentes dos três grandes a caminho do Palácio de São Bento, acompanhados pelo presidente da Federação Portuguesa de Futebol e do presidente da Liga, para uma audiência com o primeiro-ministro. Todos eles, presidentes dos clubes, são isso: aristocratas falidos que vão à casa do príncipe de turno exigir o rédito habitual. O futebol ‘que importa’, com o mesmo sentido possidónio que há uns anos estava concentrado na expressão ‘tudo o que é gente vai ao Lux’, excrescência absoluta de um parolo centralismo lisboeta, foi falar com o primeiro-ministro sobre os problemas da indústria, presume-se, e o regresso das competições.
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