Eduardo Dâmaso

Eduardo Dâmaso Diretor Geral Editorial Adjunto do CM/CMTV

Qatar, quando a corrupção goleia

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A escolha da Rússia e do Qatar para a organização dos dois últimos mundiais não é um momento fundador da corrupção no futebol. Ela sempre andou de braço dado com as pequenas, médias e grandes oligarquias que, historicamente, têm tido o poder nas principais organizações do futebol. De Havelange a Blatter, pelo menos. Mas que é um dos piores momentos da história do desporto-rei, em matéria de transparência e respeito por valores básicos de legalidade, não restam dúvidas nenhumas. Aqui, a corrupção ganhou por goleada. Aqui, a corrupção dos petrodólares desvaloriza toda a dimensão competitiva e desportiva deste Mundial.

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