Rafa, entre a poesia e a raiva
Um dos livros marcantes que comprei na vida foi uma pequena antologia de 140 páginas sobre os prazeres desportivos de Pasolini, um dos grandes realizadores italianos do pós-guerra, que concentrava os artigos que foi escrevendo, aqui e acolá, sobre eles. Pasolini amava o futebol, o ciclismo e o boxe com níveis de intensidade muito idênticos. Mas, já aqui escrevi uma vez, era o futebol a sua grande paixão. Era um poeta da arte futebolística, um adorador do futebol de rua, um adepto do Bolonha. Algumas das suas metáforas sobre a beleza do futebol ficaram célebres.