Eduardo Dâmaso

Eduardo Dâmaso Diretor Geral Editorial Adjunto do CM/CMTV

Uma decisão inexplicável

O Benfica, já se sabe, tem muitos problemas. Tem um treinador mal amado por uma parte da massa associativa e um volume injustificado de contratações incompreensíveis. Rui Costa suavizou a transição do ‘vieirismo’ com um título saboroso, justamente conquistado, e não fez nada de especialmente mal feito na época finda. Tem, aliás, o mérito de defender a estabilidade como uma dimensão essencial, incontornável, de uma boa gestão, ao manter Roger Schmidt contra ventos e marés. Sobretudo, deve ter aprendido, com Frederico Varandas e com a recta final da candidatura de André Villas-Boas, que um líder não cede às exigências dos sectores mais radicais da bancada, nomeadamente aquela que se move pela acefalia de certo tipo de claques, hoje espaços entregues às mais espúrias lógicas da violência e do crime organizado. Fez bem, Rui Costa, ao não deixar-se condicionar por meia dúzia de gritos, pela má educação que afasta do futebol as pessoas que têm com ele a relação certa: é uma paixão, mas apenas para os tempos livres. Racionalmente, não entra no topo de nenhuma prioridade essencial de vida.

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