Acabaram-se as facilidades para Guardiola
Ganhou tudo quanto havia para ganhar ao serviço do Barcelona. Ganhou quase tudo o que havia para ganhar ao serviço do Bayern. Está a sete pontos do Chelsea e a ver vamos o que fará esta época no Manchester City.
No Barça, com jogadores como Xavi, Iniesta, Daniel Alves, Puyol, Busquets, Piqué, E’too e, obviamente, Messi e uma organização interna fortíssima (e também uma influência externa importante) tornou-se fácil passear a sua superioridade e controlar a Liga, exercendo uma hegemonia total apenas quebrada por José Mourinho, com o célebre título conquistado em 2011/12, quando o Real Madrid bateu todos os recordes de vitórias, pontos e golos. Mais do que um clube, como dizem os catalães, de facto o Barcelona representa a luta de uma região contra o ‘centralismo’ de Madrid e Guardiola tirou partido disso. Naturalmente, foi-lhe fácil ganhar.
A ida para o Bayern não foi surpresa, foi mesmo anunciada com antecedência estranha. Também em Munique Guardiola conquistou títulos e controlou a Bundesliga. E também aqui dispôs de jogadores como Robben, Neuer, Müller, Ribéry, só para citar alguns, e teve por detrás uma autêntica máquina dirigida por pesos pesados do futebol alemão (sem esquecer um dos seus principais patrocinadores, a Adidas) que foi trucidando qualquer um com veleidades para se intrometer no caminho vitorioso da equipa da Baviera, uma região riquíssima e poderosa. Neste contexto, também lhe foi fácil ganhar.
Seguiu-se-lhe o Manchester City, o clube que mais dinheiro gastou no Mundo e onde pontificam craques como Agüero, Touré ou Navas mas, apesar disso, o City já leva sete pontos de atraso do líder. Guardiola deve estar a perceber que, na Premier League, triunfar não é fácil.
