Afinal Pep também sabe jogar à defesa
Começo a minha croniqueta de hoje com uma afirmação clara: o City ganhou ao United e a vitória não lhe assenta mal. No primeiro tempo, soube tirar partido dos erros de Blind e de a equipa da casa estar a jogar com nove para fazer dois golos e, na segunda metade, Guardiola soube jogar à defesa e, com unhas e dentes, arrecadar os três pontos. Mas se o resultado é sempre o que conta para a história, a verdade é que esta teve muitos outros capítulos, capítulos pelo meio, alguns dos quais determinantes para se chegar ao epílogo. Neste tipo de jogos, entre duas equipas de enorme valia, os detalhes são decisivos e, no caso concreto, detalhes houve que contribuíram definitivamente para o resultado.
Refiro-me, por exemplo, ao falhanço no salto e no corte de Blind no primeiro golo da partida; ao facto de ter ficado ‘plantado’ no relvado, colocando o adversário em jogo no lance do 0-2; ao erro de Bravo que pode ter pés mas mostrou não ter mãos para aquilo no golo do United; à displicência de Ibra que pensou não haver mais ninguém entre ele a linha de golo e desperdiçou o empate; e, por fim, ao facto de Mkhitaryan e Lingard terem desperdiçado a oportunidade que Mourinho lhes dera ao colocá-los como titulares. Do penálti cometido por Bravo que toda a gente viu (lá, pois por cá, lendo os jornais, houve quem não visse! Têm desculpa, pois era hora de almoço...) não falo. É mais um detalhe de um jogo de futebol.
