Coligação sino-indonésia

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Judong Zhang – este nome diz-lhe alguma coisa? E Erik Thohir? E Ren Jun? Também não? Não me diga que também desconhece quem é Yang Yang? Nem sequer os nomes de Zhang Kangyang lhe sugerem algo? E se lhe disser que o primeiro é o milionário chinês dono de um dos grandes do futebol europeu e o segundo, também milionário mas indonésio, o seu CEO? Ainda assim não vai lá?

Não, não é o clube chinês para onde Villas-Boas foi ganhar uns trocos (diga-se de passagem que fez ele muito bem, sobretudo depois dos desaires ingleses…) mas um clube italiano.

Claro que, se tivesse escrito que Milly Moratti era conselheira do ‘Board of Directors’ e Javier Zanetti o vice-presidente de Thohir, o leitor saberia imediatamente que me estava a referir ao Internazionale de Milão, vencedor da Liga dos Campeões em 2009/2010.

Como é sabido, o dinheiro não tem cor e também no futebol pouco importa de onde procede, desde que sirva para comprar craques da bola e com eles conquistar troféus. Por isso, um clube italiano ser pertença em 75% de um cidadão chinês e os restantes 25% do capital serem de um oriundo da Indonésia é pouco relevante para os ‘tiffosi’. Desde que se ganhe, …é claro.

O problema começa quando não se ganha. Então, tudo é contestado, os treinadores ‘crucificados’, os jogadores maltratados e a gestão posta em causa. Obviamente que tudo isso se resolve num ‘meeting’ (em inglês, presumo) em que um argentino e um italiano dão uns palpites e a coligação sino-indonésia do capital decide. E, como aconteceu ontem, no final metem-se todos numa carrinha e vão até Appiano Gentile – onde se situa o centro de estágios do Inter – assistir ao treino, dar uma de ‘moral’ à equipa e, de caminho, posar para mais umas fotos.

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