Este MU já não é o mesmo de outros tempos

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Respirar fundo, respirar fundo outra vez e regressar ao trabalho, com a ‘raiva’ de quem sabe que é obrigatório dar a volta aos resultados. É isto que o Manchester United de José Mourinho tem de fazer.

‘Há que levantar a cabeça!’ - isto é aquilo que dizem aqueles que não sabem o que dizer ou não têm capacidade para explicar os desaires. Mourinho não é assim. E no final da goleada sofrida diante do Chelsea explicou tudo direitinho. Pediu desculpa aos adeptos – bem! Não condenou o árbitro por não ter expulsado David Luiz – bem! Não responsabilizou os jogadores que erraram – bem! E avançou com uma solução: continuação do trabalho e da luta – bem!

O que Mourinho não disse – e também bem – foi que este Manchester não é o grande Manchester dos Giggs, Scholes, Ferdinands e outros. E que mesmo o ‘capitão’ Rooney não é o mesmo Rooney de outrora. Ou que o tal de Pogba ainda está a jogar ao ritmo italiano. Este MU é bem menos, faltam-lhe centrais de qualidade, e quando aos 30 segundos de jogo sofre um golo não há estratégia e/ou tática que resista.

O curioso é que, vendo as estatísticas do jogo, o MU teve mais posse de bola que o Chelsea (57 a 43 %), fez mais remates à baliza (11 contra 10), conquistou mais cantos (7 contra 5), mas o seu guarda-redes fez menos defesas (3 contra 5) e, como é sabido, encaixou 4 golos, não marcou nenhum e sofreu uma derrota incontestável.

A questão é saber até que ponto são os homens de Mourinho capazes de respirar fundo, encher o peito de ar e atirarem-se aos do City como gato ao bofe. Que Mourinho os vai ‘atiçar’ não tenho dúvidas, até porque amanhã pode ser a arrancada para uma época brilhante.

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