Nova descoberta em Inglaterra

Adicione como fonte preferencial no Google

Em tempos idos, reza a História, a peste bubónica abateu-se sobre a Humanidade e quem a tivesse era ostracizado, segregado e muitas vezes liquidado. Era a forma de impedir que o infetado pusesse em risco quem o rodeava. Mais tarde, quem tinha lepra era afastado do contacto com os mais próximos e colocado em lazaretos. Muitos, porém, foram apedrejados e morreram para não piorarem a vida dos demais. Já mais recentemente surgiu a tuberculose e os da minha geração lembram o envio de infetados para retiros de águas e ar puros no Caramulo, para quem tinha posses. Já que a maioria era isolada.

No século passado, duas epidemias voltaram a fazer tremer a Humanidade: o VIH e o Ébola. Quer num, quer noutro caso, as primeiras medidas tomadas foram isolar o paciente. Todos se lembrarão do caso da febre hemorrágica, pelos vistos provocada pelo macaco, das imagens horripilantes de equipas médicas e sanitárias cobertas da cabeça aos pés com vestimentas brancas, de modo a evitar qualquer contágio com o ‘bicho’.

Em pleno século XXI, a FA, isto é, a poderosa federação inglesa de futebol, descobriu outra epidemia – a garrafa de água! E não foi de modas: isolou José Mourinho, por o pontapé que este deu na garrafa de água que tinha ao pé de si colocar em risco a integridade dos que o rodeavam. Não, não é para rir – é o que se pode ler na conclusão escrita dos senhores que tratam da disciplina no futebol inglês, justificando o castigo de um jogo imposto ao treinador do MU.

Deixe o seu comentário
Assinatura Digital Record Premium

Para si, toda a
informação exclusiva
sempre acessível

A primeira página do Record e o acesso ao ePaper do jornal.

Aceder

Pub

Publicidade