Recordações de um vencedor

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Recordo a sua entrada em Alvalade, com o inesquecível Bobby Robson e o amigo Manuel Fernandes; recordo a sua entrada nas Antas, acompanhando o mister inglês; recordo aquele passeio louco pelas Ramblas, depois da apresentação no Barcelona; recordo o dia em que chegou ao Benfica e a noite em que ouviu um azedo (ou estaria salgado?) dirigente benfiquista a lamentar-se junto de um diretor do Campomaiorense por este não ter ganho, pois o "filho da puta ia já para a rua"; recordo o tempo de espera e depois o desafio que João Bartolomeu lhe lançou, para ir treinar o União de Leiria; recordo as hesitações dos encarnados (e outras cenas lamentáveis) e a determinação e objetividade de Pinto da Costa em levá-lo para o FC Porto; e recordo a sua polémica, mas concretizada, afirmação de que "para o ano vamos ser campeões"; recordo o tórrido sol de Sevilha e de o Zé Mário nem sequer poder mover o pescoço; recordo a sua vitória na Liga dos Campeões e a sua posterior partida para Londres; recordo os triunfos no Chelsea, cujo jejum de vitórias ia em meio século; recordo as conquistas no Inter e as lágrimas dele e de Materazzi após ter ganho a sua segunda Champions; recordo a sua apresentação em Madrid, o abraço de Di Stefano, as suas conquistas no Real, o campeonato ganho com o maior número de pontos e golos de sempre; recordo o que conquistou na sua segunda passagem por Stamford Bridge; recordo a Liga Europa que deu ao Manchester United…

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