Brasil perde para as suas fragilidades. Este jogo foi a demonstração do que temia desde o início deste mundial.
A equipa brasileira tem duas caras. Quando o coletivo está inspirado ninguém os segura, jogam muito e com qualidade. A habilidade individual dos jogadores é inquestionável, mas a forma como o técnico do Brasil gere e escala a equipa é uma história completamente diferente.
Foram convocados jogadores para este mundial que não fazem qualquer sentido, promessas de balneário que acabam por entregar o resultado. Neste mesmo jornal evidenciei isso na minha coluna mesmo antes desta competição ter começado.
O Brasil é um país que respira futebol, que vive futebol, um país de talentos puros mas é necessário um bom treinador para formar uma equipa, para delinear um objetivo conjunto.
Enquanto coletivo a Croácia é bem mais fraca que o Brasil mas ganha na organização, na coesão e na estruturação. Estas foram características essenciais para que conseguissem empatar o jogo e depois sair mais forte nas grandes penalidades. Ao contrário do Brasil que delega os resultados nas habilidades individuais dos seus jogadores e não numa formação estruturada.
Este jogo veio ainda demonstrar que quando têm posse de bola o Brasil é um leão mas quando perde a posse não passam de uns gatinhos. A equipa não tem laterais que sustentem a equipa nem para a defesa nem para o ataque e isto ditou a eliminação do Brasil.
Por Fabiano Abreu Agrela