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O técnico Paulo Sousa desde que chegou ao Flamengo ainda não convenceu. No Brasil, não sabiam quem era este treinador que era técnico de uma seleção de um país, a Polónia. Mas a se tratar da Polónia no futebol, não teve muito peso e as desconfianças pairaram sobre os adeptos e comentadores desportivos.
Já ouviu a frase: a voz do povo é a voz de Deus? Pois sim, eles estavam certos. O técnico ainda está sob suspeita. Traçar a personalidade do técnico Paulo Sousa não é muito difícil. Podemos defini-lo como um desorientado convicto, ou seja, pensa sempre estar certo, ter razão, mas não faz sentido algum.
O Flamengo, hoje, vive seu pior futebol na era pós Jorge Jesus. Sim, está a vencer, nos trancos e barrancos, mas não convence e faz um péssimo futebol. As lesões continuam a ser comuns, mas os jogadores parecem ter perdido o talento, esquecido as suas corretas posições em campo e o crucial, o ânimo.
Mas de quem é a culpa? É da direção, claro. É uma direção orgulhosa que pensa que entende mais de futebol do que de administração, mas não percebem que uma boa administração também depende de um bom futebol. Ouvi relatos de funcionários do Flamengo que não estão a receber os seus salários e que o clima lá vai de mal a pior. Um clube tão rico, que faz transações milionárias e têm funcionários sem receber? Sim, isso faz parte de uma desorganização que começa desde o campo.
A questão é que a direção do Flamengo está mordida com o "abandono" de Jorge Jesus ao ir para o Benfica. Eles não engoliram isso até hoje e, recentemente, quando se cogitou engolir o orgulho e trazê-lo, o JJ tornou-se exigente pelo ego. E agora está aí, discutindo contratação numa equipa Turca. As vezes esquecemos que lá há campeonato, assim como esqueceremos o JJ se lá for.
Claro que o JJ no Flamengo traria a energia da alegria de volta, os jogadores gostam dele, principalmente o Gabi Gol, assim como os do passado e a claque. E claro, a personalidade do treinador se adequa ao Flamengo, nasceram um para o outro. Mas as vaidades precisam ser vencidas e elas destruíram este relacionamento.
Cansados de troca troca de treinadores, a direção cravou uma briga não apenas com as suas convicções, mas também com os adeptos que já pedem a saída do presidente Rodolfo Landim e do vice-presidente Marcos Braz.
O problema não é o Paulo Sousa cair na graça dos adeptos, eles até tentaram, mas o homem não convence e insiste em jogadores perdidos. E o pior, ele não tem a percepção que está sempre a dar desculpas, um pouco como o Jorge Jesus, nunca erra, ninguém erra, tudo sempre é a culpa do acaso. Nessa briga de egos internos, como neurocientista formado também em psicologia posso dizer que, o narcisismo quando exacerbado distorce a razão e faz criar percepções e razões próprias.
O Flamengo precisa de psicólogos para jogadores, técnicos e direção, preparadores mentais; hoje em dia isso se faz necessário já que o futebol "move o mundo" e é a alegria de muita gente. Há quem o use como "razão da felicidade", portanto, temos que pensar no futebol como uma terapia pública em que os adeptos pagam por isso e precisam de resultados.
Por Fabiano Abreu Agrela