Mundial'2022: O perigo das concussões durante os jogos

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Com o início do Mundial, e por já terem ocorrido casos de choques de cabeça entre os jogadores, foi reacendido o debate sobre os impactos das concussões durante os jogos

Com os primeiros jogos do Mundial do Qatar têm surgido vários casos de choques de cabeça de jogadores, como o guarda-redes iraniano que partiu o nariz e sofreu uma suspeita de concussão após um choque de cabeça com outro jogador. Logo depois foi-lhe dito para voltar a campo.

O caso chamou bastante atenção, com razão, pela imprudência da equipa da FIFA em permitir que, mesmo com a gravidade da situação do jogador, ele retornasse ao jogo. A concussão pode causar sintomas como fortes dores de cabeça, desequilíbrio, tonturas, amnésia e náuseas que podem persistir em alguns casos, por isso, é fundamental que o tratamento seja realizado logo após a lesão.

As concussões são bastante comuns no futebol e diversos órgãos e organizações desportivas têm se manifestado para regulamentar os cuidados com a saúde dos jogadores. No entanto, existem outros perigos que também devem ser considerados, como o aparentemente inofensivo cabeceamento.

De acordo com uma pesquisa recente publicada pela revista científica Radiology, jogadores que realizam muitos lances com cabeceamento no futebol podem sofrer alterações cerebrais e impactos na cognição comparáveis ao de concussões, mas existem outras causas comuns de lesões cerebrais no futebol, como colisões com outros jogadores, bola, trave ou até mesmo quedas.

Ao contrário do protocolo seguido pela FIFA no caso do guarda-redes iraniano, em caso de concussões o jogador deve ser, por questões de precaução, imediatamente retirado da partida e realizar exames de neuroimagem e serem realizados os procedimentos médicos para evitar danos maiores com a saúde do jogador.

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